terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eclipse X NetBeans

Neste pequeno artigo iremos tratar, basicamente, aplicativos que dão barba e os que não dão. Ou, em outras palavras, aplicativos que exigem mais do seu cérebro e outros que nem tanto. E este é o caso do Eclipse e do Netbeans, respectivamente.

As linguagens que usamos hoje estão mais versáteis, principalmente as que são Orientadas à Objeto, permitindo que outras linguagens (normalmente também Orientadas à Objeto) interajam entre si e formem bons aplicativos. Normalmente a linguagem que nos ensinam por primeiro, para aprender como programar em OO, é Java. E, consequentemente, os primeiros compiladores que utilizamos para praticar nossos conhecimentos nessa linguagem são o Eclipse e o Netbeans. Alguns de vocês podem citar o Blue J e o JCreator, mas não vou tratá-los aqui porque os acho muito simplórios.

Vamos então, começar pelo Eclipse. Eu o usei por dois semestres seguidos, nas minhas duas disciplinas de Programação Orientada à Objetos, ou seja, não cheguei a explorar demais as funcionalidades dele e nem mesmo do Netbeans. Mas acho que, quem é experiente na área e usa com bastante frequencia estes dois aplicativos (ou um deles, apenas) não necessita de textos que comparem ambos os programas. Geralmente eles mesmo já tem a sua opinião formada. Mas divago.

O Eclipse é um interpretador (me corrijam se a palavra foi usada incorretamente) de código para pessoas que preferem uma interface mais leve e com poucos botões. Também serve para quem não gosta muito de ter códigos prontos e prefere ter a glória de dizer que programou no braço. Não que java seja algo absurdamente difícil, mas eu costumo dizer que é uma linguagem cheia de “manhas” e “jeitinhos” para lidar com ela. Linguagem direta ao ponto é C. Java me parece mais subjetiva, podendo ser facilmente adaptada ao gosto do programador se, claro, ele souber lidar com ela.

Há quem diga que o Eclipse é pesado. Eu digo que ele pode ser assim considerado, se comparado com aplicativos de menos versatilidade, como o JCreator. Agora, se o compararmos com aplicativos que tem na sua raiz mais funcionalidades agregadas, aí podemos dizer que ele é muito leve. Uma vez eu testei o carregamento do Eclipse e do Netbeans no meu MacBook, rodando Mac OSX Leopard. Não cheguei a cronometrar, mas levando em consideração a diferença de tempo entre o carregamento de um e outro, eu poderia dizer que dava pra ter carregado duas vezes o Eclipse enquanto o Netbeans carregava. No Windows, essa diferença chega a ser mais gritante ainda, pois nós sabemos que o gerenciamento de memória deste sistema operacional não é bem assim, uma “brastemp”.

O Eclipse possui plugins onde se pode agregar funcionalidades ao interpretador conforme a necessidade do programador. Mas originalmente, o software vem “pelado”. Isso por um lado é bom, pois evita que você baixe um monte de coisas que provavelmente você não irá usar. Por outro lado, dependo da funcionalidade que se precise, talvez seja uma busca árdua até encontrá-la.

O Netbeans é aquele tipo de aplicativo que você baixa quando está na condição de iniciante em Java. É todo intuitivo, cheio de botões e um deles eu considero mágico: “Design”. Ele permite que você não sofra editando telinhas swing no braço, adivinhando as coordenadas de cada botão e casando todas as coordenadas entre si. Se você é familiarizado com o Delphi ou alguma ferramenta parecida, certamente irá se sentir em casa. É arrastar, editar o nome do componente e dar dois cliques em cima para editar seu código.


O único grande porém de se usar o Netbeans é que, por ser um software mais completo, ele acaba sendo mais pesado também. Não somente o instalador dele (200Mb+), mas o aplicativo em si. Para carregar demora quase tanto quanto o Nero 9 ou o Autocad.

No final das contas, escolher um software vai depender muito de “pra quê” vai ser usado e “em quê máquina” ele irá rodar. Não tentem colocar São Paulo dentro do Vaticano que não vai dar certo. Aí, nesse contexto, surgem os xiitas “sou contra determinado software”. Você, no auge da sua curiosidade, pergunta o porque daquele comportamento, e o cara responde “Sim, tentei rodar no meu Celeron e só travava”. Esse tipo de comentário faz grandes engenheiros se revirarem nos seus caixões, de tanto desgosto pela humanidade.



Fonte :

http://playthecoin.wordpress.com/2009/06/25/um-comparativo-entre-eclipse-e-netbeans/


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